Liturgia
Minha liturgia do pecado
Não permite contrição,
Já não me arrependo mais,
Nem imploro seu perdão.
Minha prece é letra morta,
Não me serve de oração.
Meu pecado é insistir
No erro de continuar errado,
De seguir pecando,
De ainda ser pecado
E passear danado
Em meio a tanta danação.
Mas atire a primeira pedra
Quem não tem pecado,
E que atire as próximas
Aqueles que, como eu,
Já não têm perdão:
O pecado é nossa religião.
Desfio um rosário de ofensas,
Emendo contas nessa novena,
Desfio palavrões na cantilena,
Faço diabos com sua confissão,
Troco a sua penitência
Pela minha satisfação.
Eu digo o santo nome em vão,
Eu mato, eu roubo, traio,
Desafio a sua santidade
Em troca do meu desatino,
Em troca do último perdão de
Deus no dia do Juízo Final.
Não permite contrição,
Já não me arrependo mais,
Nem imploro seu perdão.
Minha prece é letra morta,
Não me serve de oração.
Meu pecado é insistir
No erro de continuar errado,
De seguir pecando,
De ainda ser pecado
E passear danado
Em meio a tanta danação.
Mas atire a primeira pedra
Quem não tem pecado,
E que atire as próximas
Aqueles que, como eu,
Já não têm perdão:
O pecado é nossa religião.
Desfio um rosário de ofensas,
Emendo contas nessa novena,
Desfio palavrões na cantilena,
Faço diabos com sua confissão,
Troco a sua penitência
Pela minha satisfação.
Eu digo o santo nome em vão,
Eu mato, eu roubo, traio,
Desafio a sua santidade
Em troca do meu desatino,
Em troca do último perdão de
Deus no dia do Juízo Final.

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